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Ficção
15/08/2000

Sala de Imprensa PenAzul
Uma lição de liberdade criadora
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Livro: "A Cabeça no Fundo do Entulho"
Autor: Fernando Monteiro
Páginas: 240 páginas
Preço: R$ 22,00
Formato: 21 X 14 cm
Lançamento: julho de 1999
ISBN: 85-01-05523-9
Uma das melhores novidades da literatura brasileira

Revista Bravo
m "A Cabeça no Fundo do Entulho", o escritor Fernando Monteiro nos dá a mais bem acabada lição de liberdade criadora na atual ficção brasileira. São três novelas com sentido profundo, escritas com elegância notável e um intrigante tecido narrativo.
Monteiro, cineasta de ofício, tem o mérito de conseguir uma perfeita e original transposição da linguagem cinematográfica para este livro, inventando uma linguagem que consegue ser nova sem ser experimental. Não se deve, portanto, iniciar a leitura de "A Cabeça no Fundo do Entulho" sem estar preparado para perceber as múltiplas intenções do autor e seus vínculos com o imaginário da sétima arte.
Os espaços da trama - centrada na decadente Roma, desconhecida dos turistas - vão sendo apresentados sob a ótica de uma câmera de cinema, ora em grandes tomadas, ora em zooms detalhistas. "As personagens do livro são criaturas que, merecem do autor infinita compreensão, sendo tratadas com grandeza mas sem solenidade", define o crítico literário Wagner Carelli.
O autor
ineasta, poeta e ficcionista, Fernando Monteiro nasceu em Pernambuco, em 1949, formou-se em Sociologia e estudou Comunicação em Roma. Ano passado, estreou na ficção com a publicação, em Portugal, de "Aspades, ET's, Etc", recebido com entusiasmo pela crítica lusitana e, recentemente, pela imprensa brasileira. Obteve diversos prêmios nacionais: da Academia Pernambucana de Letras, em 1975, com a peça teatral "O rei póstumo", e da União Brasileira de Escritores, em 1983, com o livro de poesias "Ecométrica". Seu ensaio sobre a obra de Brennand foi premiado pelo Instituto Nacional do Livro. Filmes seus, de curta metragem, foram indicados para representar o Brasil oficialmente em mostras internacionais no México e na Polônia e receberam prêmios nos festivais de Brasília, Bahia e Rio de Janeiro.

Versátil e audaciosa do ponto de vista estético, a obra de Fernando Monteiro põe à prova, com original maestria, um processo de cenarização, raro em literatura, pelo qual faz abolir as fronteiras - conforme assinala George Steiner - entre as 'zonas interiores e exteriores' do sentimento da realidade.

Canal - Revista Ibérica de Literatura, Sevilha
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